Suicídio e eutanásia

 O suicídio e a eutanásia são meios legítimos de se encerrar a própria vida se: forem decididos com plenitude da faculdade mental, ou seja, o indivíduo não estando com sua faculdade mental descompensada, alterada por estados de emoção empolgantes ou deprimidos, essa decisão deve ser tomada tendo em vista a razoabilidade serena e muito bem fundamentada sobre a continuação da vida.

Sendo assim a eutanásia deveria ser legalizada pois evitaria ao indivíduo os horrores do suicídio desassistido, realizado na maioria das vezes com escassos recursos, por isso mesmo desesperado. Fazer vista grossa e preconceituar uma realidade não adianta pois ela é independente e não diminui os números, uma possível diminuição dos números somente é factível no âmbito de potenciais suicidas irrazoáveis.

Mas a legalização só seria viável se for possível para uma junta médica avaliar sem chance de erro a razoabilidade do indivíduo e que fossem tomadas medidas que salvaguardassem o indivíduo contra fraudes tais como as seguintes que são insuficientes: salvo em casos como doenças ou acidentes inesperados o requerente da eutanásia deveria solicitá-la alguns bons anos antes de sua execução, isso seria possível se o requerente soubesse ou suspeitasse com boa antecedência o seu futuro quanto a isso e deveria ser mantida como segredo de profissão pelos profissionais envolvidos e o solicitante também contar com pessoas incógnitas de sua confiança que avalizem mediante sua vontade o cumprimento iminente de tal.

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